
O deputado Patrício foi eleito para o segundo mandato com 22.209 mil votos pelo PT (partido ao qual é filiado há 20 anos) e ficou como 4º deputado distrital mais votado. No dia 1º de janeiro, logo após a posse, Patrício foi eleito presidente da Casa por unanimidade, pelos seus pares. Assim como fez no primeiro mandato, Patrício abriu mão do recebimento do 14º e 15º salários, aos quais os deputados distritais têm direito. Ele não concorda com o benefício por acreditar que os deputados devem receber somente o 13º salário, como os demais trabalhadores.
Crise no DF
Em seu primeiro mandato, o deputado Patrício teve destaque em todo o país pela maneira como atuou na presidência da Câmara Legislativa, durante a crise política deflagrada em novembro de 2010 com a operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Patrício comandou a Casa de maneira firme e transparente durante cinco meses.
De novembro de 2009 a abril de 2010, Patrício conduziu o processo de apuração com isenção, seguindo os ritos determinados pelo Regimento Interno e pela Lei Orgânica, atendendo ao clamor da sociedade estarrecida com as denúncias. No comando da Casa, depois de instaurar processos de impeachment e de quebra de decoro, Patrício convocou a eleição indireta no DF. Essa atitude garantiu de volta a normalidade a Brasília e assegurou que a capital não perdesse autonomia política e financeira, com uma possível intervenção federal.
Combate à corrupção
Todo o primeiro mandato do deputado Patrício foi marcado pela luta contra a corrupção. No começo do mandato, em 2007, Patrício participou da CPI da Gautama, instalada para investigar as relações da empreiteira baiana com o GDF. Dominada por deputados governistas, o relatório final não indiciou ninguém. Compromissado com a verdade, Patrício preparou um voto em separado, no qual relacionou os personagens e os respectivos indícios de crimes, e encaminhou para o Ministério Público, para continuidade das investigações.
Na liderança do PT em 2008, sua gestão foi marcada por inúmeras ações de fiscalização do uso do dinheiro público. Patrício descobriu e denunciou, por exemplo, que o governador Arruda gastava milhares de reais na compra de camarões gigantes para serem servidos na Residência Oficial de Águas Claras. Contratações de empresas sem licitação também foram alvo das denúncias. Um exemplo foi a Sangari, encarregada de implementar o projeto Ciência em Foco. A empresa recebeu R$ 300 milhões que ainda estão sob suspeita e questionamento do Tribunal de Contas.
Categoria

Paralelamente às atividades desenvolvidas na Câmara Legislativa, Patrício sempre atuou como representante da categoria de policiais e bombeiros militares, não só no DF, mas em todo o Brasil. Em especial a partir de setembro de 2009, quando foi eleito presidente da Associação Nacional de Praças (Anaspra). À frente da entidade, Patrício já coleciona conquistas. A mais importante delas foi a anistia de oito mil policiais e bombeiros militares por todo o Brasil, sancionada pelo presidente Lula em janeiro de 2010, pondo fim a uma espera de quase 15 anos.
Desde que foi eleito deputado distrital, os policiais e bombeiros do DF conseguiram reajustes salariais que reforçaram a posição de melhor remuneração do Brasil. Patrício comemorou também a conquista do plano de cargos e salários, arrancada do GDF e do governo federal a duras custas, com muitas mobilizações da categoria, organizadas por ele.
Patrício também representou e negociou em nomes de outras inúmeras categorias. Professores e auxiliares da Educação, servidores da Saúde, do Detran, quiosqueiros, taxistas, entre outros, sempre receberam apoio do parlamentar em suas reivindicações.
Histórico
Sidney da Silva Patrício nasceu, foi criado e até hoje mora no Gama. Em 1986, aos 19 anos, ingressou na Polícia Militar do Distrito Federal. Em 1998, fundou a Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspol). A Aspol foi a primeira entidade representativa de policiais e bombeiros militares do país a ser filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Dois anos depois da fundação da associação, policiais e bombeiros começaram um movimento que culminou com a primeira greve da categoria. Por liderar a manifestação, Patrício foi preso por 101 dias e acabou excluído da corporação. Em janeiro de 2010, foi anistiado por um decreto do presidente Lula e poderá voltar a fazer parte da corporação.